O Livro dos Espíritos (Publicado
em 18 de abril de 1857)
Este é o livro básico da Filosofia Espírita.
Nele estão contidos os princípios básicos do
Espiritismo, tal como foram transmitidos pelos Espíritos Superiores a Allan
Kardec, através do concurso de diversos médiuns.
Seu conteúdo é apresentado em 4 partes: Das causas
primárias, Do mundo espírita ou dos espíritos, Das leis morais e Das
esperanças e consolações.
Eis alguns assuntos de que trata: prova da existência
de Deus, Espírito e Matéria, formação dos Mundos e dos seres vivos,
povoamento da Terra, pluralidade dos mundos, origem e natureza dos Espíritos,
perispírito, objetivos da encarnação, sexo nos Espíritos, percepções,
sensações e sofrimentos dos Espíritos, aborto, sono e sonhos, influência
dos Espíritos nos acontecimentos da vida, pressentimentos, Espíritos
protetores e outros temas de real interesse ao homem atual.
Na parte relativa às Leis Morais, os temas versam
sobre o bem e o mal, a prece, necessidade do trabalho, casamento, celibato,
necessário e supérfluo, pena de morte, influência do Espiritismo no
progresso da Humanidade, desigualdades sociais, igualdade dos direitos do
homem e da mulher, livre-arbítrio e conhecimento de si mesmo.
E, finalmente, na última parte, refere-se aos
temas: perdas de entes queridos, temor da morte, suicídio, natureza das
penas e gozos futuros, Paraíso, Inferno e Purgatório.
É um livro que abre novas perspectivas ao homem,
pela interpretação que dá aos diversos aspectos da vida, sob o prisma das
Leis Divinas, da existência e sobrevivência do espírito e sua evolução
natural e permanente, através das encarnações sucessivas.
Seus ensinamentos conduzem o homem atual à
redescoberta de si mesmo, no campo do espírito, fornecendo-lhe recursos
para que compreenda, sem mistério, quem é, de onde veio e para onde vai.
O Livro dos Médiuns
(publicado em janeiro de 1861)
Este livro reúne o ensino especial dos Espíritos
Superiores sobre a explicação de todos os gêneros de manifestações, os
meios de comunicação com os espíritos, o desenvolvimento da Mediunidade,
as dificuldades e os tropeços que eventualmente possam surgir na prática
mediúnica.
É constituído de 2 partes: Noções preliminares e
Das manifestações espíritas.
Dentre os vários assuntos que aborda, destaca-se:
provas da existência dos espíritos, o maravilhoso e o sobrenatural, modos
de se proceder com os materialistas. três classes de espíritas, ordem a
que devem obedecer os estudos espíritas; a ação dos espíritos sobre a
matéria, manifestações inteligentes, as mesas girantes, manifestações físicas,
visuais, bi-corporeidade, psicografia, laboratório do mundo invisível, ação
curadora, lugares assombrados (com comentários sobre o exorcismo); tipos de
médiuns e sua formação, perda e suspensão da Mediunidade, inconvenientes
e perigos da Mediunidade, a influência do meio e a moral do médium nas
comunicações espíritas, mediunidade nos animais, obsessão e meios de a
combater; trata também de assuntos referentes à identidade dos Espíritos,
às evocações de pessoas vivas, à telegrafia humana, além de vários
temas intimamente relacionados com o Espiritismo experimental.
Não menos importante são os capítulos dedicados
às reuniões nas sociedades espíritas, ao regulamento oficial da Sociedade
Parisiense de Estudos Espíritas e ao Vocabulário Espírita.
Como se observa, o Livro dos Médiuns é a obra básica
da Ciência Espírita; graças a ele, o Espiritismo firmou-se como Ciência
Experimental.
Embora publicado há mais de 130 anos, seu conteúdo
é atual; seus ensinamentos permitem ao leitor estabelecer relações
evidentes da Ciência Espírita com várias conquistas científicas da
atualidade.
O
Evangelho Segundo o Espiritismo
(Publicado em abril de 1864)
Enquanto o Livro dos Espíritos apresenta a
Filosofia Espírita e o Livro dos Médiuns a Ciência Espírita, O Evangelho
Segundo o Espiritismo oferece a base do roteiro da Religião Espírita.
Logo na introdução deste livro, o leitor encontrará
as explicações de Kardec sobre o objetivo da obra, esclarecimentos sobre a
autoridade da Doutrina Espírita, a significação de muitas palavras freqüentemente
empregadas nos textos evangélicos, a fim de facilitar a compreensão do
leitor para o verdadeiro sentido de certas máximas do Cristo, que à
primeira vista podem parecer estranhas.
Ainda na introdução, refere-se a Sócrates e a
Platão como precursores da Doutrina Cristã e do Espiritismo.
O Evangelho Segundo o Espiritismo compõe-se de 28
capítulos, 27 dos quais dedicados à explicação das máximas de Jesus,
sua concordância como Espiritismo e sua aplicação ás diversas situações
da vida.
O último capitulo apresenta uma coletânea de
preces espíritas, sem entretanto constituir um formulário absoluto, mas
uma variante dos ensinamentos dos Espíritos, no campo da moral.
Os ensinamentos que contém são adaptáveis a todas
as pátrias, comunidades e raças. É o Código de principies morais do
Universo, que restabelece o ensino do Evangelho de Jesus, no seu verdadeiro
sentido, isto é, em Espírito e Verdade.
Sua leitura e estudo são imprescindíveis aos espíritas
e a todos que se preocupam coma formação moral das criaturas, independente
da crença religiosa.
É fonte inesgotável de sugestões para a construção
de um Mundo de Paz e Fraternidade.
O Céu e o Inferno
(Publicado em agosto de 1865)
D
enominado também "A Justiça Divina Segundo o
Espiritismo", este livro oferece o exame comparado das doutrinas sobre
a passagem da vida corporal à vida espiritual.
Na primeira parte, são expostos vários assuntos:
causas do temor da morte, porque os espíritas não temem a morte, o céu, o
inferno, o inferno cristão imitado do pagão, os limbos, quadro do inferno
pagão, esboço do inferno cristão, purgatório, doutrina das penas
eternas, código penal da vida futura, os anjos segundo a igreja e segundo o
Espiritismo; aborda também vários pontos relacionados com a origem da crença
nos demônios, segundo a Igreja e o Espiritismo, intervenção dos demônios
nas modernas manifestações, a proibição de evocar os mortos.
A segunda parte deste livro é dedicada ao
Passamento; Kardec reuniu várias dissertações de casos reais, a fim de
demonstrar a situação da alma, durante e após a morte física,
proporcionando ao leitor amplas condições para que possa compreender a ação
da Lei de Causa e Efeito, em perfeito equilíbrio com as Leis Divinas;
assim, constam desta parte, narrações de espíritos infelizes, espíritos
em condições medianas, sofredores, suicidas, criminosos e espíritos
endurecidos.
O Céu e o Inferno coloca ao alcance de todos o
conhecimento do mecanismo pelo qual se processa a Justiça Divina, em
concordância com o principio evangélico: "A cada um, segundo suas
obras".
A Gênese
(Publicada em janeiro de 1868)
Esta nova obra, esclarece Kardec, é mais um passo
no terreno das conseqüências e das aplicações do Espiritismo. Conforme
seu titulo o indica, ela tem por objeto o estudo dos três pontos, até
agora, diversamente interpretados e comentados: a Gênese, os Milagres e as
Predições, em suas relações com as novas leis decorrentes da observação
dos fenômenos espíritas".
Assim, em seus 18 capítulos, destacam-se os
temas: caráter da revelação Espírita, existência de
Deus, origem do bem e do mal, destruição dos seres vivos uns pelos outros;
refere-se à uranografia geral, com várias explicações sobre leis
naturais a criação e a vida no Universo, a formação da Terra, o dilúvio
bíblico e os cataclismos futuros; em seguida, apresenta interessante estudo
sobre a formação primária dos seres vivos, o principio vital, a geração
espontânea, o homem corpóreo e a união espiritual à matéria.
No tocante aos Milagres, expõe amplo estudo, no
sentido teológico e na interpretação espírita; faz comentários sobre os
fluidos, sua natureza e propriedades, relacionando-os com a formação do
perispírito, e, ao mesmo tempo, com a causa de alguns fatos tidos como
sobrenaturais.
Desta forma, dá explicação de vários
"milagres" contidos nos Evangelhos, entre eles, O Cego de
Betsaida, Os dez leprosos, O cego de nascença, O paralítico da piscina, Lázaro,
Jesus caminhando sobre as águas, A multiplicação dos pães e outros.
Posteriormente, expõe a Teoria da Presciência e as
Predições do Evangelho, esclarecendo suas causas, à luz da Doutrina Espírita.
Finalizando, este livro apresenta um capítulo
intitulado 'São chegados os tempos", no qual aborda a marcha
progressiva do Globo, no campo físico e moral, impulsionada pela Lei do
Progresso.
Com este livro completa-se o conjunto das Obras Básicas
da Codificação Espírita, também denominado "Pentateuco
Kardequiano".
Obras Póstumas
(Publicada em 1890)
Este livro foi publicado somente 21 anos após a
desencarnação de Allan Kardec, e 22 anos após o lançamento da última
obra de Kardec, A Gênese.
Obras Póstumas apresenta vários trabalhos do mestre que nunca haviam
aparecido em livro. Na verdade, a maioria já havia sido publicada na
Revista Espírita, logo após o seu desencarne, como pode ser verificado
consultando o volume da coleção correspondente ao ano de 1869.
Constam dele a biografia de Allan Kardec (transcrita
da Revista Espírita de maio de 1869) e o discurso de Camille Flammarion,
pronunciado junto ao túmulo de Allan Kardec. Ao lado das obras da Codificação
Espírita que formam o "Pentateuco Kardequiano", Obras Póstumas
constituí valiosa contribuição ao esclarecimento de vários temas
fundamentais do Espiritismo, como: Deus, a alma, a criação, caracteres e
conseqüências religiosas das manifestações dos espíritos, o perispírito
como princípio das manifestações, manifestações visuais, transfiguração,
emancipação da alma, aparição de pessoas vivas, bi-corporeidade, obsessão
e possessão, segunda vista, conhecimento do futuro, introdução ao estudo
da fotografia e da telegrafia do pensamento.
Allan Kardec apresenta vasto estudo sobre a natureza
do Cristo, sob vários ângulos e incorpora a este estudo a opinião dos apóstolos
e a predição dos profetas, com relação a Jesus.
Paralelamente trata também da teoria da beleza,
estendendo os comentários à música celeste, à música espírita e
encerra a primeira parte deste livro, com a exposição do tema "As
alternativas da Humanidade".
Na segunda parte relata, com detalhes, sua iniciação
no Espiritismo, a revelação de sua missão, a identificação de seu Guia
espiritual, além de outros fatos relacionados a acontecimentos pessoais.
Complementando, faz a apresentação da
"Constituição do Espiritismo", destacando a necessidade de se
estabelecer uma Comissão Central para orientar o desenvolvimento doutrinário.
É oportuno salientar que desta Constituição
nasceu o Movimento de Unificação dos Espíritas do Estado de São Paulo, que
vem sendo coordenado pela U.S.E. - União das Sociedades Espíritas do
Estado de São Paulo desde sua fundação em 1947.
Este livro representa o testamento doutrinário de Allan Kardec.